ESCARNIUM, VULTOS VOCIFEROS, CALIGO.
Data: 12/04/2026 – Local: Infinu – Asa Sul – Brasília/DF
Horário: 20:30

Shows aos domingos são um dilema para esse que vos escreve. A idade chega para todos e sinceramente quando vejo que o show será realizado em um domingo eu já imagino tendo que acordar cedo no dia seguinte e todo o pesadelo decorrente de qualquer atividade fora do normal. hahahahhaa coisas de quem já viu muitos invernos na vida.
Mas independente da preguiça ou do trabalho no dia seguinte, tomei a decisão de ir ao evento por causa da chance de ver o Escarnium ao vivo, coisa difícil de acontecer, muito pelo fato do guitarrista e vocalista Victor morar na Europa e nem sempre estar no país com a banda.
O local recebeu um público bem razoável para um domingo e após um pequeno atraso a primeira banda entrou no palco. O CALIGO foi confirmado de última hora, já que a banda confirmada era o Cosmophage, que não pôde tocar pois seu baterista tinha quebrado o pé na véspera do evento.

O CALIGO mandou bem com o seu doom stoner metal que possui letras inspiradas nos contos de Augusto dos Anjos e que possui em sua formação o lendário Felipe CDC (vulgo Mary “Grind” Poppins) e membros de outras bandas como Isolate. O grupo se apresenta com grande frequência na cidade, então sua apresentação não era uma surpresa para o público presente, que curtiu o show e deu o suporte necessário.
A próxima banda foi o black metal local do VULTOS VOCIFEROS, que massacrou a todos com um setlist que deu ênfase a músicas de vários momentos da sua existência. O público apoiou o evento e agitou bastante em vários momentos. O vocalista Tubão Malleficarum regeu a orquestra da danação com maléfica maestria e mostrou porque o grupo é tão respeitado na cena local e nacional do black metal.
Composições como “Pantáculo de Fogo – Signo de Satanás”, “Impuro e Infernal” e “Ritual” criaram o caos musical no local. Após um tempo de organização e soundcheck foi a vez dos baianos do ESCARNIUM adentrarem o palco e devastarem tudo com um death metal denso, técnico, brutal e cheio de dissonância, que foi executado com uma qualidade ímpar.
A banda mostra que sua experiência tocando direto na Europa e por diversos outros locais do mundo ajudou a moldar uma performance que te atinge como uma marreta. Tudo soa extremamente sólido e brutal. Acredito que as guitarras não estavam na altura perfeita e isso deixava mais difícil perceber todos os detalhes complexos de sua música, mas isso foi melhorando um pouco durante a apresentação. “Relentless Katabasis”, “Inheritus”, “Inexorable Entropy”, entre outras, foram composições que mostraram uma banda que vomita o metal da morte com total confiança.

No finalzinho da última música saí correndo para pegar um Uber e voltar para casa, pois o dia seguinte pedia descanso imediato. hahahahahaha Mas foi uma noite de domingo de qualidade, com boas risadas, shows realmente muito bons e que mostrou o quanto a cena nacional tem a oferecer em termos de qualidade. Quem venham os próximos….

