

A banda paraibana Ode Insone surgiu no Submundo brasileiro em 2018 e recentemente fez uma turnê pelo sul e sudeste do Brasil. Fomos bater um papo com o vocalista Tiago Monteiro, que nos contou um pouco mais sobre essa tour e sob o futuro da banda.
Tiago, é um prazer tê-lo aqui no The Old Coffin Spirit Zine. Recentemente, a banda passou por uma mudança em sua formação. Você poderia apresentá-la aos nossos leitores?
Tiago/Ode Insone – Saudações, Walter. Houve uma mudança recente, no momento a Ode é formada por Priscila Hawana no teclado, Mad Ferreira na guitarra, eu e Venore continuamos nos vocais e houve a entrada dos novos membros, Lucas Anderson na bateria e Danilo Oliveira no baixo.
A banda caiu na estrada neste primeiro semestre de 2026, passando pelo sudeste e sul do Brasil. Infelizmente, por motivos de força maior, não consegui ir assisti-los e fiquei bastante triste com isso. Tiago, como foi essa turnê e como a nova formação se adaptou ao vivo nos shows?
Tiago/Ode Insone – A experiência foi bastante positiva, foi nossa primeira passagem pelo sul do país e além de recebermos excelente recepção, o público também compareceu em peso, apoiou e demonstrou bastante carinho pela banda. Foi satisfatório ver que nossa música chegou tão longe, e da maneira que chegou.
Sim, cara, vi muitas pessoas elogiando o show de vocês no sul do Brasil. Tiago, como você é nativo do Nordeste, quais foram suas impressões sobre “o povo sulista”? Faço essa pergunta porque é interessante ouvir a perspectiva de quem vem de fora, sobre o nosso estado e as pessoas daqui. O que você achou das cidades do Paraná e de Santa Catarina?
Tiago/Ode Insone – As pessoas com quem tratamos foram todas excelentes, tanto as produções, como bandas, e público. Todos foram educados, solícitos e acolhedores. Em especial os amigos das bandas Eternal Sorrow e Lacrimae Tenebris, Juliana do Curitiba Metal, e ao Denilson e a Nani do Otacílio Rock Festival.
Pois é, meu amigo, o Eternal Sorrow é uma banda lendária do doom metal brasileiro. Acompanho o trabalho deles desde a primeira demo tape, The Sadness Elevation, de 1995. Com certeza, eles, com outras bandas do gênero, especialmente bandas dos anos 90, abriram caminhos e pavimentaram a estrada para outras bandas do estilo. Como você vê o doom metal atualmente e quais outras bandas do passado você considera que merecem o respeito da Ode Insone?
Tiago/Ode Insone – Vemos o cenário atual de forma muito positiva, com uma crescente de bandas e festivais específicos do gênero, já participamos de festivais apenas com bandas Doom Metal em João Pessoa, Campina Grande, Recife, Salvador, Natal, São Paulo e Curitiba. Em todas essas datas houve um ótimo público e recepção, existe uma boa união entre as bandas de Doom Metal do Brasil, e acredito que isso influencia positivamente para todos. Sobre as bandas mais antigas, temos admiração e amizade por bandas como Eternal Sorrow, Silent Cry, The Cross e Imago Mortis. Também admiramos o trabalho do Serpent Rise, mas estes nunca nos vimos e conversamos.
Não sei se você sabe, mas em Santa Catarina temos uma tradição no underground desde os anos 1970. A cena daqui organiza festivais Open Air de Rock/Metal que acontecem na sexta-feira, sábado e domingo, onde acampamos e fazemos churrasco, cerveja, muitos amigos reunidos e, claro, muito Rock/Metal, tudo em um ambiente de respeito e amizade, durante três dias. O Denilson e a Nani Poluceno são ótimos exemplos disso. Eles estão envolvidos na organização do Otacílio Rock Fest há bastante tempo, e o festival já se consolidou e é respeitado na cena underground. Como foi a experiência de vocês tocarem no OTA e como foi a recepção do público? Gostaria de saber, o que a Ode Insone achou do festival e da plateia?
Tiago/Ode Insone – Sensacional, meu amigo. Conhecemos o OTA há um tempo, como sendo um excelente festival, de extrema organização e excelentes atrações. Ficamos muito felizes em participar, e ainda mais pela recepção do público, vimos muitas pessoas que conheciam a banda, as músicas, e que cantaram junto conosco.
Agora, vamos nos concentrar na trajetória e nos álbuns lançados pela banda. A banda foi formada em 2018, com um foco no estilo Gothic Doom Metal. Tiago, gostaria de saber porque você escolheu formar uma banda e tocar as sinfonias tristes e fúnebres? Afinal, sabemos que o som arrastado, mais lento, repleto de melodias tristes, é considerado underground até mesmo dentro do próprio underground no Brasil, certo?
Tiago/ Ode Insone – Isso, sempre gostei de muitas vertentes do Metal, e por isso tenho também projetos diferentes. Em 2013 criei a Flamenhell (Melodic Death Metal) e em 2016 criei o Aporya (Death/Doom), ainda assim eu sentia o desejo de criar uma banda com letras em português, algo que sempre valorizei e sentia falta dentro da cena. Então somei essa ideia com a perspectiva de um outro gênero que gosto e era pouco explorado, o Gothic/Doom. Assim nasceu a Ode Insone, basicamente, coisas que eu gosto e é pouco feito. Decidi então, fazê-lo.
Tenho o álbum de estreia da Aporya, ‘Dead Men Do Not Suffer’ (2017), e considero esse disco quase perfeito. Recebi esse trabalho, enviado pelo meu amigo Leandro Fernandes, do selo Eclipsys Lunarys, o trabalho abre com uma introdução melancólica e linda, fui imediatamente cativado e você pensa: vem coisa boa por aí? Porém, quando entra a segunda faixa, Cry Of The Butterfly, você dá uma olhada para o CD e se pergunta: O que está acontecendo aqui?! Será que coloquei a porra do CD errado? Sempre tive curiosidade em te fazer essa pergunta: porque Cry Of… tem essa influência meio Amon Amarth e soa diferente e um pouco perdida dentro de um álbum tão maravilhoso?
Tiago/Ode Insone – Esse disco é um trabalho conceitual, da introdução até a última música, narra uma história em sequência. Cry of the Butterfly é a parte inicial mas também a mais “vingativa” dentro da narrativa, daí ela foi pensada mais pro Death Metal Melódico, enquanto a faixa em sequência The Sad Tragedy foi pensada com influências de Black Metal, e aí então, quando a narrativa encontra as letras mais tristes, o instrumental cai e se mantém no Doom Metal, até a última música, onde o personagem central tira a própria vida, e acaba com o seu sofrimento.
Eu consigo perceber a influência de Ode Insone, especialmente na quarta faixa ‘Little Child In The Grave’. O instrumental e o andamento da música, juntamente com o seu vocal, me lembram muito a Ode Insone. Essa análise faz sentido ou estou apenas divagando? Existe a possibilidade de a Aporya lançar um segundo trabalho?
Tiago/Ode Insone – Faz sentido, sempre gostei de criar esse tipo de atmosfera, inclusive com uso de vozes mais sussurradas, algo encontrado nas duas bandas. E sim, o novo disco do Aporya deve sair ainda em 2026.
Vamos voltar a falar da Ode Insone! No mesmo ano do seu nascimento, vocês lançaram o álbum ‘Relógio’ (2018), que eu considero fantástico! Você poderia nos falar mais sobre como foram as gravações em estúdio e a produção? Você está satisfeito com os resultados finais do álbum ou mudaria algo nele?
Tiago/Ode Insone – Gostamos do resultado final, levamos em torno de 2 meses pra tudo. Algumas letras eu mudei durante a própria gravação, então, foi corrido, mas ficamos satisfeitos. O motivo da pressa foi que eu já queria lançar um disco em 2018, mas a banda foi formada em meados de Outubro. E tudo isso por que em 2019 eu já queria o segundo disco, e 2020 o terceiro, e assim foi feito, havia muitas ideias a serem feitas, e eu não queria deixar pra depois.
De fato, o trabalho ‘Relógio’ é uma verdadeira obra-prima! O álbum inteiro transborda melancolia, belíssimas melodias e com letras em português. É importante destacar que as letras se casam perfeitamente com o gothic doom metal executado pela banda. As letras em português são poemas melancólicos e verdadeiros poemas obscuros. Eu realmente aprecio todo o álbum! Porém, se tivesse que escolher, minhas faixas favoritas seriam: Perfume Negro, Plumeria Negra e Versos de Dor. Em Versos de Dor, percebi uma influência de Sister Of Mercy. Tiago, quais dessas músicas são as suas preferidas? E para alguém que ainda não conhece a banda, qual faixa desse disco você indicaria para que ela pudesse descobrir o som da Ode Insone, e por que essa música?
Tiago/Ode Insone – Recomendaria Plumeria Rubra, é uma que contém todas as características da banda, e é uma das minhas favoritas da banda. Sobre Versos de Dor, houve sim influência do Sisters of Mercy, gostamos dessa pegada Gothic Rock também, outra música com essa influência é a Vampíria, lançada no EP Drácula, o lançamento mais recente.
A banda estreou com um grandioso full lenght, apresentando músicas próprias e originais. São composições muito bem elaboradas, executadas e demonstrando uma técnica apurada. Diante disso, qual o motivo de gravar um cover de “O Tempo Não Para”, um clássico do rock brasileiro dos anos 80, do grande compositor Cazuza?
Tiago/Ode Insone – Gosto muito do trabalho do Cazuza, e de muitos artistas nacionais, no geral. Mas a ideia de regravar O Tempo Não Para foi o conceito do álbum do Relógio, que gira em torno do tempo/vida/morte, e também por ser uma música inesperada para uma versão Doom Metal. Gosto de fazer o improvável.
Em 2019, foi lançado o segundo álbum da banda, intitulado “A Origem Da Agonia”. Este disco apresenta uma temática mais sombria, fúnebre e desesperadora. Poderia nos fornecer mais informações sobre a produção, o estúdio e a temática do mesmo?
Tiago/Ode Insone – Isso, o primeiro álbum foi pensando em algo mais melancólico e poético, já no segundo, pensei em algo mais pesado, tanto no instrumental, como nas letras, usamos influências mais diversificadas como Death e Black Metal também, deixamos a produção mais ” crua “, com o aspecto mais sujo e gostamos bastante do resultado final.
A produção de A Origem Da Agonia achei mais polido. As músicas e o instrumental estão mais elaborados, eu achei que ficou com uma pegada mais viajante, atmosférica e etérea, com menos peso. Embora tenha sim momentos mais pesados, de modo geral, é diferente do álbum de estreia Relógio. O que você pensa sobre esse trabalho? Faria alguma mudança nele?
Tiago/Ode Insone – Não mudaria, ele foi pensado assim, e de fato, cada material lançado pensamos em algo para que soe único dentro da discografia da banda. Cada disco não soa como outro, associado a isso, existe o amadurecimento da banda em composição e masterização. Sempre pensamos em entregar algo relativamente “novo”.
Achei interessante que o trabalho tem participações de músicos da cena nordestina. Por que vocês convidarem a vocalista Amanda Lins (Seeds Of Destiny) e Rodrigo Barbosa (Soturnus) para este projeto? Além disso, vocês têm uma faixa chamada ‘Ode à João Pessoa’, que é uma música maravilhosa! Ela é uma homenagem à cidade de vocês? Poderia nos dar mais detalhes sobre essa faixa e também sobre a temática abordada nas letras do disco?
Tiago/Ode Insone – Desde o primeiro álbum eu gostaria de ter vozes femininas na Ode Insone, na época não encontramos alguém suficientemente compatível, e para o segundo álbum também não, Amanda é uma amiga de longa data, mora em Recife e foi natural o convite para essa participação. Já o Rodrigo é um cara que sempre admirei a voz e o trabalho a frente do Soturnus, foi um prazer pra mim tê-lo no álbum. A faixa Ode à João Pessoa reflete sobre a nossa cidade em momentos específicos, mas também sobre todas as outras na maior parte, a letra gira em torno de como a pressão da sociedade adoece nossa saúde mental e como somos substituíveis para o sistema. Outras músicas do álbum refletem sobre isso, como Desespero e Entre Vermes Eu Respiro.
Aproveitando o gancho, é inegável que a cena doom metal, gothic metal e rock gótico é bastante forte no nordeste do Brasil, não é mesmo? Bandas como Obscurity Tears, The Cross e, claro, as já mencionadas Soturnus, Seeds Of Destiny, Plastique Noir, entre muitas outras. Isso demonstra que não é necessário viver na Europa, cercado de neve, para compor músicas tristes, melancólicas, fúnebres e arrastadas. O que realmente importa é ter bom gosto e entender do estilo, e nos trópicos temos excelentes bandas nesse estilo. Como você enxerga a cena doom metal no nordeste do Brasil e quais bandas você recomendaria para os doomers que vão ler esta entrevista?
Tiago/Ode Insone – Concordo plenamente, a cena Dark é muito forte no nordeste! Além das citadas, gosto muito de Ópera de Lamúria, Morbid Garden, Dolorem, Transcendente e Noturna Régia. Vou aproveitar o assunto para recomendar a já citada Aporya, e também o Veloriun, um projeto Darkwave/Gothic que estou criando, agora em 2026. Em breve sairá o primeiro lançamento.
Eu gosto muito da Plastique Noir e até havia planejado ir vê-los em Curitiba, em novembro de 2025, mas, infelizmente, por questões profissionais, não consegui ir. Em 2020, vocês lançaram o terceiro trabalho, com o singelo nome: Isolamento: Do Silêncio à Poesia. Nesta época, o Brasil e o mundo enfrentavam um caos pandêmico. É impossível não associar o título do disco às mortes, à tristeza e ao isolamento social vividos naquele período. Esse trabalho foi elaborado com o intuito de fazer referências à pandemia da COVID-19, tanto nas letras quanto na nomenclatura do trabalho, ou foi tudo apenas uma grande coincidência?
Tiago/Ode Insone – Foi totalmente proposital, esse disco foi composto durante a pandemia, e refletindo sobre esse momento. É um disco conceitual com letras voltadas ao momento que vivemos, e como sentimos.
O que eu acho interessante no trabalho de vocês são as letras que realmente são poesias melancólicas. Com um instrumental carregado de tristeza, passagens pesadas e arrastadas, porém, com belas melodias. Solos de guitarra muito bem executados. O seu vocal,sussurrado/rasgado/declamado, transmite muita emoção. E neste trabalho intitulado ‘Isolamento…’, não foge a régua! Gostaria de saber por que vocês gravaram duas músicas com o título em italiano: ‘L’arte della tristezza’, parte um e parte dois?
Tiago/Ode Insone – Quando criei a letra dessa música imaginei um cenário em que o personagem repassa seus sentimentos em arte, como em uma pintura. Então quis relatar essa ideia como um título de um quadro, como o artista faria. A música é dividida em duas partes, onde a parte I demonstra a tristeza e a parte II a raiva do personagem, por estar se sentindo assim.
Este álbum realmente possui músicas incríveis e letras muito profundas que permitem diversas interpretações. Uma delas é “O Que é o Ser Humano?”, que traz versos como: Eles estão aqui, posso sentir crescendo em meu corpo / A mudança será profunda ou Corpos vão cair, mentes vão se abrir. Sinais foram descritos, agora eu vejo, tudo faz sentido. É uma música com uma lírica profunda, e os vocais de Venore nos transportam para uma outra dimensão. Esta música pode ser interpretada como uma invasão alienígena, um contato de terceiro grau, ou mesmo uma viagem espiritual dentro da doutrina espírita. Eu gostaria que você explicasse o verdadeiro significado dessa letra, vindo de quem a escreveu, que no caso é você. O heavy metal, especialmente o metal extremo, frequentemente se posiciona contra religiões e toda essa simbologia cristã. Você não tem medo de ser mal interpretado? Você acredita que a religião cristã não combina com a suprema arte negra e o underground, já que a religião muitas vezes está cheia de preconceitos e conservadorismo?
Tiago/ode Insone – Existem duas músicas nesse disco que não participei das letras, são elas “Casulo” e “O Que é Ser Humano? “. São composições de Venore. Essa última eu sei que ela compôs mediante experiências próprias, ela reflete sobre contatos acima de nós, outros seres ou dimensões, por isso a música parece nos fazer ” viajar ” de fato. Sobre religião no Metal, eu particularmente não simpatizo. Acho que são coisas que não deveriam se misturar.
Se não me falha á memória, o primeiro álbum “Relógio” e o último disco completo de estúdio, “Isolamento: Do Silêncio à Poesia”, foram lançados pelo selo mineiro Eclipsys Lunarys, correto? Poderia nos dizer como surgiu essa parceria com o big boss Leandro Fernandes? Além disso, os outros trabalhos também foram lançados pelo selo dele?
Tiago/Ode Insone – Isso! Os 3 álbuns foram lançamentos envolvendo a Eclipsys Lunarys, os dois primeiros em parceria com outros selos, e o último apenas o Leandro a frente. Tem sido uma parceria de longo prazo, iniciada com o lançamento do Aporya em 2018. De lá pra cá construímos uma boa amizade e considero demais o Leandro.
Sim cara, eu também respeito e admiro a dedicação do Leandro e seu trabalho com o selo Eclipsys Lunarys, por investir, acreditar e apoiar a cena do doom metal no nosso país. Em 2023,vocês lançaram o EP Drácula. Eu realmente acho ele fantástico! Está entre os melhores lançamentos da banda, junto com o full length Relógio, na minha humilde opinião. Ele foi influenciado pela obra literária Drácula, (1987)de Bram Stoker? Você poderia nos dar mais detalhes sobre esse trabalho?
Tiago/Ode Insone – Isso! Na verdade, a música Drácula foi criada, e estaria presente no nosso próximo álbum, temos várias composições em andamento. Mas essa em específico, estava soando diferente das demais, principalmente em relação às letras e andamento, enquanto as demais soam mais melancólicas e poéticas (assim como no álbum Relógio), Drácula soa mais Gothic Metal, por essa razão decidimos separar, e criar mais 3 faixas que encaixassem no EP, assim nasceu Soturna Tragédia, Vampíria e Persephone.
Essas quatro músicas são realmente incríveis. Este EP ficou maravilhoso! Todas as faixas estão no mesmo nível. Estou viciado em Drácula e Vampíria! Vampíria, por exemplo, ficou incrível com essa pegada de rock gótico dos anos 80. Tiago, eu realmente admiro suas letras! Elas são poemas repletos de obscuridade e melancolia. Quais são seus escritores favoritos que te influenciam a escrever?
Tiago/Ode Insone – O que mais admiro é o também paraibano Augusto dos Anjos, e também gosto muito do Nietzsche.
O último trabalho de vocês foi lançado em 2025, vocês se apresentaram no Estúdio Showlivre. Como surgiu essa parceria para o lançamento de Ode Insone No Estúdio Showlivre (2025)? Há alguma possibilidade de esse material ser lançado em CD ou DVD?
Tiago/Ode Insone – Estivemos em São Paulo para alguns shows, inclusive para abertura do Sirenia. Sempre gostei de acompanhar o ShowLivre e sempre pensei em ter um registro ao vivo em boa qualidade, entrei em contato com eles e a devolutiva foi muito boa. Foi corrido, mas deu certo. Gravamos antes do show em São Caetano do Sul, saímos de um lugar direto para outro. O resultado foi foda!
Para encerrarmos nosso bate-papo, eu gostaria de saber como foi para você participar do tributo ao My Dying Bride (Inglaterra), Saturnus (Dinamarca) e November’s Doom (Estados Unidos). Imagino que não tenha sido fácil adaptar a música “My Wine In Silence” para o português e transformá-la em “Meu Vinho Em Silêncio”. O que motivou essa escolha por uma versão em português? Você sabe se os ingleses do My Dying Bride aprovaram essa versão inusitada?
Tiago/Ode Insone – Foi um prazer enorme participar destes tributos, são 3 bandas que gostamos muito. Fizemos versões em português de My Wine in Silence do My Dying Bride e Empty Handed do Saturnus, ambos foram desafiantes porque o encaixe das métricas e rimas para o português são diferentes e difíceis para uma “tradução” desse tipo. Mas acredito que ficaram bem satisfatórias. Não sabemos se foi do agrado deles, mas há um vídeo do November’s Doom comentando que gostaram bastante da nossa versão, não foi em português mas foi uma “repaginação”.
Cara, foi uma grande honra conversar com você! Gostaria de saber sobre os planos futuros da Ode Insone e ouvir suas considerações finais. Um abraço e força sempre! Stay Doom!
Tiago/Ode Insone – Estamos planejando o próximo disco da Ode Insone, acredito que em 2027 aconteça o lançamento, junto a alguns videoclipes. Gostaria de agradecer demais pelo espaço aqui cedido, assim como agradecer ao leitor por nos acompanhar. Peço que continuem nos acompanhando, ouvindo e fortalecendo. Vem mais coisa boa por aí, um forte abraço a todos. Stay Doom!