
Fomos conversar com o nobre amigo Humberto Amorim, vocalista da banda Töhil que despertou das catacumbas em 2020. A banda prática um death metal mais direto, oriundo da velha escola e continuando o legado baiano de parir o mais puro culto ao metal da morte. Humberto nos conta um pouco mais sobre o futuro dessa entidade e com as bênçãos dos deuses antigos e abençoados pelos maias, vamos ao bate-papo.

Saudações meu amigo, Humberto, seja bem-vindo ao The Old Coffin Spirit Zine. A banda só tem cinco anos de vida. Então gostaria que você apresentasse a banda para os nossos leitores.
Humberto Amorim – A banda, que iniciou em 2020 como um duo, é formada por mim, nas letras e vocais; tem o talentosíssimo Athayde Neto na bateria, composição e vocais; Marcos Augusto na guitarra e também auxiliando nas composições e Júnior Moreira no baixo e backing vocals. Todos mais novos que eu, no caso sou o mais velho e inconsequente!
Em 2021, a banda lançou o seu primeiro EP “Tropy Of Skulls”, certo? Naquela época ainda estávamos vivendo o período pandêmico e mesmo assim vocês entraram em estúdio e lançaram esse primeiro trabalho. Como foi o processo de composição e produção?
Humberto Amorim – Sim, em 2021 disponibilizamos o EP de estreia. O que de fato foi uma mudança de relação pessoal minha com a música em si, pois eu estava decidido a parar com o lance de banda, devido a experiência fracassada com um grupo anterior. Bem, Athayde Neto propôs que formássemos a Töhil, a priori, um trabalho conceitual de estúdio. Escrevi as letras, com base na mitologia e fatos dos antigos Maias. Então, ele em seu home studio compôs e gravou sozinho toda a parte instrumental. Em minha residência gravamos os vocais, sendo que a última faixa do EP Neto quem gravou a voz, que de fato ficou muito foda! Na “Trophy of Skulls” , faixa que antecede a última, ele dividiu os vocais comigo e assim concebemos de forma tranquila um bom registro de death metal!
Athayde Neto – O processo de composição foi bem visceral e completamente artesanal. Ao passo que estava ao mesmo tempo aprendendo/iniciando no âmbito de gravações (dispondo apenas de 1 microfone pra fazer tudo, inclusive gravar a bateria) a criação do som visava muito mais a confecção de uma atmosfera do que reverenciar as referências sonoras de forma direta
Pois é cara, por ser um primeiro registro a gravação e produção realmente ficou muito boa. Eu particularmente não aprecio essas produções modernas e artificiais, que parecem todas iguais e pasteurizadas de algumas bandas contemporâneas. Vocês mantiveram aquela sujeira típica que toda a banda de metal da morte tem que ter em seus trabalhos, porém com uma produção que conseguimos ouvir todos os instrumentos e os vocais agressivos e sujos. Hoje vocês mudariam algumas coisas na produção desse trabalho ou está tudo certo do jeito que saiu?
Humberto Amorim: Particularmente, acho tudo nesse primeiro EP bem medido e bem dosado. Não mudaria nada, pois como artista aprecio a produção da forma que nasce, do jeito que foi concebida! Há quem goste de regravações, eu não curto! Remixar e remasterizar acho possível, mas (re)gravar sou contra!!!
The Macabre God of Decadence saiu em 2022. Você consegue apontar a diferença entre o primeiro trabalho lançado Tropy Of Skulls para esse novo trabalho “The Macabre…” e como foi aceitação dos mesmo pela mídia especializada e os insanos metalheads?
Humberto Amorim: Em The Macabre God of Decadence a aura das músicas ficaram mais sombrias, com uma pegada black metal, os vocais também soam mais médio-graves. Além disso, as faixas beiram mais a um ritual de relação entre o mundo dos homens ao Submundo maia, numa metáfora sobre a sonoridade. Acho que conseguimos soar mais “maléficos” nesse EP, mas mantendo nossa própria marca pessoal, que acredito já termos alcançado em Trophy of Skulls. Em The Macabre God of Decadence estamos mais death/black enquanto que no EP de estreia soamos mais death/doom!!!
Eu realmente não consigo visualizar essa “pegada mais Black Metal” no The Macabre… Para mim, o Töhill é Death Metal macabro e old school. Em 2024, com o suporte do selo Arautos da Morte, saiu à compilação “Ascending Underworld”. Como surgiu essa parceria com o selo? Para vocês, foi uma grande vitória ver os dois EPs juntos em um lançamento físico, né? Acredito que ajuda bastante, nos dias atuais, ter materiais gravados e postados nas plataformas de streaming, como divulgação. Mas, como artista e pela tradição do metal, é importante ter o CD ou vinil gravado no formato físico para a posteridade, não é mesmo? Estão felizes com o trabalho do selo até agora?
Humberto Amorim – Mas, é na pegada, não na execução sonora do gênero. Todavia, sua percepção de um death metal macabro está correta. Old school, por excelência, é o mote central de quando formamos a banda, apreciamos as raízes do estilo. Cara, imagine montar um grupo de metal extremo no semiárido da Bahia? Longe dos holofotes da magnífica cena de Salvador e, de forma gratificante, ser reconhecido antes mesmo da produção do CD físico!? Mikael nos achou e foi um encontro no momento certo, pois com seu selo nos proporcionou a realização de ser a primeira banda euclidense a ter CD prensado de forma oficial. Que grande trabalho né, ficou maravilhoso o layout e o conceito. O trabalho gráfico atendeu às nossas expectativas e, foi além, quando Mikael ainda nos brindou com uma camisa oficial foda!!! Preciso sempre agradecer publicamente o que a Arauto da Morte Records fez pela Töhil, nos colocou ainda mais no radar dentro da perspectiva underground, meio que temos muito respeito!!!

Cara, quero te agradecer por você ter me enviado esse trabalho! Realmente, ele é muito bom, tanto musicalmente como visualmente. Quem é o autor da capa e quem produziu a parte de layout? Ficou muito bonito mesmo! O que chama atenção são as cores, né? Bem chamativa, porém, a arte tem tudo a ver com a temática das letras.
Humberto Amorim – Foi Mikael da Arauto quem indicou o talentoso Diogo Lobo, o qual em contato conosco discutiu a ideia e o tom de cores, inicialmente pintando um belo quadro, pois é um grande artista envolvido com o underground. Já tinham me dito que Mikael é “exigente” com arte para seus lançamentos e, nessa perspectiva, o resultado foi além do satisfatório, ficou belíssimo e sincronizado com nossa lírica. Para fechar com maestria, Mikael trouxe o já reconhecido Azoth encarregado de todo o layout do CD, que de modo pessoal, achei de bom gosto e com muita qualidade gráfica.
Humberto Amorim, você viveu a cena de Salvador, na Bahia, no início do século XXl. Como era fazer parte dessa cena tão importante no submundo brasileiro? Conversando com meus amigos, Robson Carvalho (Desgraça Zine) e o Gilvan Dias (The Glory Pagan Fire Zine/Lucifer Rex) comentaram comigo que a cena da terra sem salvação não era para os fracos. Era uma cena violenta e radical. Conte-nos suas experiências dentro dessa cena, o que ela acrescentou ao seu caráter como metalhead?
Humberto Amorim: Ah cara, pior que às vezes tenho saudade dessa adrenalina (rsrs)!!! Entretanto, lembro que para ir a um show dependendo das condições normais de temperatura e pressão o bicho literalmente pegava! Ali na Faculdade de Economia na Piedade em alguns momentos era preciso estar alerta, pronto para encarar ou correr. Houve tempos de animosidades gratuitas entre metalheads e punks, que foi sendo sanado com a integração entre a galera mais grind. Até mesmo dentro da cena banger em Salvador havia disputa entre regiões distintas, com conflitos entre bairros ou mini-cenas. Mas, naquela época tipo se filtrava quem realmente curtia o som e sua cultura e quem só estava a passeio. Houveram shows lendários e claro, se alimentou a criação de mitos em torno de pessoas particulares e bandas. Contudo, foi um período de efervescência na cena, talvez por isso meu saudosismo. Também atribuo o fato da cena ter sido explosiva contribuiu para que eu conhecesse muita gente, embora não sei por quê só vim ter contato com Robson e Giovan após a Töhil, éramos da mesma cena local, mas não nos encontrávamos. Mas, te afirmo toquei com gente lendária da cena depois de ter vindo pro interior e algumas pessoas “famosas” tive contato e ensaio para surgir com bandas e projetos, todavia, não aconteceu porque precisei me aventurar na terra natal.
Provavelmente não foi fácil para você sair da capital baiana e morar no recôncavo baiano. Como foi sua adaptação no interior e como você analisa a cena de Euclides da Cunha, de certa forma, te surpreendeu?
Humberto Amorim – Bem, nasci em Euclides da Cunha, porém fui criado e cresci em Salvador. Já conhecia a cidade pois viajava sempre para ver os parentes, mas confesso que não conhecia a cena local de metal e rock, a qual só descobrir de verdade quando resolvi ir estudar e morar no município. Sabia da banda de amigos meus, a Sertannia, que foi a primeira de heavy metal da cidade! Quando cheguei levei um tempo para me adaptar, pois em Salvador havia shows e locais de entretenimento com mais opções. Aos poucos fui conhecendo a galera e me surpreendendo com a qualidade dos músicos! De cara, tive contato com Aneurise, que seria minha primeira experiência, executando uma mistura de rock e hardcore. Me deparei também com a existência da Darkness Angells, grupo de metal progressivo com vocais iniciais guturais e que migrou com eficiência para uso de vocais femininos. Entretanto, o que me ligou um alerta para adentrar na cena local foi o fato de que essas bandas eram formadas por músicos! Eu explico: em Salvador você ouvia metal, rock e punk primeiro para depois tocar, já em Euclides o pessoal aprendia a tocar primeiro pra depois ter contato com a música pesada, entende! A cidade sempre respirou rock e metal na figura de Elias e seu bar lendário: a Falange do Rock! Fora que, havia na cidade um festival anual, o antigo Noel Rock, isso me ajudou a relaxar e querer morar no interior…
Independente se é na capital ou numa cidade de médio porte, ou mesmo numa cidade pequena, é importante ter headbangers que gostam de Rock/Metal e, com vontade de aprender um instrumento, já é meio caminho andado, não é mesmo? Uma cena precisa de fãs ardorosos, bandas e um bar ou um festival para dar suporte. Sua cidade, Euclides da Cunha, é pequena, mas já tem várias bandas e festivais fazendo o submundo prosperar e, de certa forma, levando o nome da cidade pelo submundo brasileiro. Como é a cena aí em sua cidade e região?
Humberto Amorim – Sim, muito caminho andado! Aqui a cena vive de ciclos ou fases, períodos de alta e baixa. Porém, sempre aparece um moleque ou garota descobrindo o poder do rock e metal. E pra nossa satisfação, o pub tá aí sempre de portas abertas pra quem quer uma bela cerveja ouvindo o melhor do hard ao post-punk! Cara, nossa cidade tem uma cena que quem constrói somos nós mesmos, entende? Eu já produzi alguns shows, hoje em dia é o Neto quem arquiteta, mas aqui já rolou de Malefactor a Mystifier, uma vez outra rola evento…
Você já viveu a cena da capital e do interior baiano. Como você vê o cenário do norte nordeste do Brasil?
Humberto Amorim – Tem ótimas bandas, bangers que curtem realmente o heavy metal em geral, mas no caso da Bahia, em específico, faltam locais disponíveis. Já viajei a outros estados, não posso generalizar e achar que é tudo da mesma forma, Recife tem sido um lugar que acolhe bem o underground, vide o Abril Pro Rock; Fortaleza tem recebido shows e nos outros estados ocorrem eventos locais voltado ao subterrâneo. Porém, o que pesa é a questão da dificuldade financeira, da distância aos grandes centros culturais do país, o que encarece a produção e outras questões sociais. Mas, o norte-nordeste resiste e produz música de forma visceral e apaixonada.
Sim, cara! Como diz aquela letra de uma banda de RockBR: “Longe demais das capitais”, não é mesmo? A internet/tecnologia ajudou muito a gravar e divulgar a cultura metálica e o underground. Porém, o nosso país é muito grande e não é fácil cair na estrada fazendo um tour pelo Brasil, infelizmente. E como você vê a cena do sudeste e sul do Brasil? Tem contatos por aqui e quais bandas daqui você aprecia e indicaria aos nossos leitores e amigos metalheads?
Humberto Amorim – Veja uma cena que é chamariz para muitas bandas gringas né, e contém grupos de metal clássicos/lendários o que fortalece a região em termos de legado. Apesar que para o underground está vivendo situação complicada com aumento de bandas covers e o autoral está ficando de lado. Ainda assim, por força econômica é a área que agrega o maior número de bandas e atrai grupos do mundo todo, quer sejam mainstream ou do subterrâneo cultural. O underground me atrai mais… Bandas que aprecio do sudeste e sul que acompanho e curto são muitas, mas vou elencar as que mais tenho ouvido: Flesh Grinder, Posthumous, DyngBreed, Horror Chamber, Exterminate, Corporate Death, Vizaresh, Descerebration, Atacke Nuclear, Blazing Corpse, Christ Rotten Flesh, Necroticum, Hexen Sabbat e Land of Tears. Tem outras mas a lista ficaria enorme…
Em nossas conversas via whatsapp, recentemente você me disse que a Töhil está trabalhando em full length. Como ando o processo de composição desse trabalho e o que você pode nos adiantar?
Humberto Amorim – As letras do vindouro álbum já estavam prontas há um tempo, tanto que fizemos um single/vídeo para o Na Lâmina da Foice, pois é uma música que estará em nosso disco cheio. A partir disso Neto se empenhou, após nossos shows, em compor junto a Marcos as faixas que integrarão esse novo trabalho. A pré-produção com as demos já foram finalizadas, agora iremos gravar a versão definitiva que vai para o álbum.
Em relação à produção, o Neto Athaide continuará cuidando dos botões em estúdio ou vocês pensam em trabalhar com um produtor profissional e ter uma opinião diferente no som da banda no full lenght?
Humberto Amorim – Ah, nesse quesito Neto avançou muito, tanto que está produzindo outros projetos. Muito provável que ele ainda cuide dessa parte técnica, até porque nós conhecemos o som que tocamos e temos ciência de como queremos soar!

Eu acho muito foda o som da Töhil com aquele Death Metal com a pegada old school, sujo, agressivo, maléfico e mórbido, com letras falando sobre a cultura dos incas/maias e respeito muito isso. Não tenho nada contra “bandas brasileiras” falarem sobre vikings e Odin, respeito mais quem tenta conhecer nossa histórias, cheias de resistências e lutas contra espanhóis e portugueses. Você, como historiador, se aprofundou na história dos maias e leu o Popol Vuh, certo? Quais outros livros você leu sobre o tema?
Humberto Amorim – Sim, li o Popol Vuh de fato, mas acompanho fatos sobre povos originários há um tempo. Tem um livro sobre os botocudos intitulado Civilização e Revolta de Izabel Missagia, 1499 de Reinaldo Lopes que aborda o Brasil antes de Cabral, obras que investigam etnias em nosso próprio território. Sobre os antigos maias, além do Popol Vuh li um pouco do Segredos do Império Maia, de Felipe Boschetti e A Civilização Maia, de Alexandre Navarro. Mas, ótimo conteúdo encontrei além desses livros em documentários e artigos acadêmicos. Todavia, o Popol Vuh livro dos maias-quiché é excelente, por ser registro, mesmo que recolhido por outros, dos mitos e história desse povo.
Gostaria que você citasse quais bandas influenciaram à parte instrumental nas canções da Töhil. Vejo influências dos primeiros trabalhos do Paradise Lost e também do Incantation. Quais outras bandas influenciaram vocês neste trabalho? Como já citamos, a lírica aborda temas da civilização maia e incas. Você poderia dar mais detalhes sobre suas escritas neste futuro trabalho?
Humberto Amorim – No caso, toda a lírica está baseada no Popol Vuh, seguindo uma sequência de fatos e mitos descrita no livro, com uma carga poética e, claro, linguagem do death metal.
Neto – Mortiferum, Incancation, Funebrarum e uma gama de bandas chilenas… Mas, de novo, o intuito maior nunca foi referenciar algum ato diretamente. Talvez, até mesmo inconscientemente, criar uma atmosfera.
O novo trabalho sairá pelo mesmo selo Arautos da Morte? Vocês já têm o nome do álbum definido, quantas faixas constará no mesmo e data do lançamento?
Humberto Amorim – Sim, pois Mikael fez um trabalho de excelência. A priori não iremos ainda divulgar nem capa, nem nome do álbum, apenas adiantar que serão 8 faixas e que quando estiver tudo pronto, quem nos acompanha saberá que é a Töhil tocando…
Como anda a agenda de shows? Vocês têm tocado com frequência? Depois que sair o novo trabalho, existem planos de cair na estrada e fazer uma tour pelo Brasil ou mesmo fora do país, por exemplo, América do Sul ou no velho continente?
Humberto Amorim – Fizemos alguns shows em nossa cidade e municípios próximos, estivemos na capital duas vezes e fomos bem recebidos. Tocamos quando nossas agendas permitem, afinal todos trabalhamos. Acho complicado no momento encarar uma turnê de dias ou semanas na estrada pelo Brasil, devido à distância. Também seria preciso muito alinhamento de datas, pois todos na banda tem seus afazeres profissionais. Tocar na América do Sul seria uma grande realização, visto que internamente é a prioridade, nem tanto a Europa, mas para isso teria de ser shows esporádicos e que não nos tirasse muito tempo de nossos trabalhos.
Meu amigo, você é um metalhead e músico, além de professor de história é amante de literatura e de escrever. Mesmo vivendo em um mundo digital, um fanzine impresso é importante para manter e divulgar bandas do submundo. Você aprecia fanzines e poderia nos dizer quais tem o seu apoio? E nos fale também um pouco do seu trabalho com o “Dobre Fio Zine”? Você ficou um pouco adormecido com o blog, mas está voltando com tudo! Tenho acompanhado o seu trabalho e gostei bastante das entrevistas e resenhas, e indicações de álbuns e bandas que você postou no blog recentemente.
Humberto Amorim – Legal você lembrar, tenho formação em Letras Vernáculas, portanto, além de História leciono Língua Portuguesa também. Eu acompanho poucos zines hoje em dia, de perto sempre que posso adquiro o Maléfica Existência, o In Extremo e tenho visto o Sepulchral Voice, são mídias impressas que considero importantes! Como sou pai, professor, vocal na Töhil e Humatha o tempo ficou curto durante um tempo, mas agora nas brechas que meus filhos me concedem eu escrevo. Pretendo criar outras seções. Obrigado pelo feedback nas entrevistas, as recomendações vêm diretamente do que ouço e tenho na coleção pessoal.
Humberto Amorim, obrigado pelo seu tempo cedido à nós e obrigado pela atenção. Boa sorte com o novo trabalho. Suas considerações finais. Abraço.
Humberto Amorim – Eu que agradeço! Lembro quando lhe conheci devido a um envio de CD da Verthebral e dos zines da Maléfica Existência que meu amigo Fabrício enviou. Foi uma ponte massa!!! Você foi um dos primeiros a reconhecer o potencial da Töhil e de nossa microcena, mas relevante. Espero que os nossos admiradores e quem ainda não nos conhece se preparem para um novo ritual de sacrifícios que abrirá os portais do Submundo novamente… Keeping Death Metal!
NOTA DO ENTREVISTADOR: Walter Baccku: Sim, cara! Foi na pandemia que o nosso amigo baiano em comum, Fabrício Smith que mora em Florianópolis, fez um grande pedido na minha antiga distro e me disse: um pacote para desterro e outro para o interior da Bahia e você conseguiu meu whatsapp e começamos a nos falar. Aliás, na pandemia você me passou o Cabine C (banda pós-punk brasileira dos anos 80, com integrantes do Irã! e Titãs) e outra banda que eu não conhecia e hoje adoro o Blues Pills.